MUNDO, NOSSO QUINTAL.

WIVIANI ZEFERINO

Tenho 33 anos e sou nascida na pequena cidade de Trombudo Central, Santa Catarina. Graças aos meus pais tive uma infância maravilhosa, com toda a sustentação familiar e moral que precisava. Aos 27 anos fui morar sozinha em uma cidade vizinha, chamada Rio do Sul. Lá obtive experiências muito interessantes. O desafio de ser independente me fez crescer muito, em diversos aspectos. Das coisas que mais gosto a fotografia é com certeza a que tem maior destaque. Em 2013 decidi me especializar na área, buscando aperfeiçoamento através de cursos que me deixaram ainda mais fascinada com a possibilidade de registrar o mundo através de minhas lentes.

Meu espírito aventureiro é inato. Adoro estar em contato com a natureza. Amo banho de cachoeira, acampamento com fogueira, trilhas e o cheiro do ar puro das montanhas. Sempre que tenho oportunidade de fazer algo do tipo volto renovada, radiante. E foi em uma dessas aventuras que eu percebi definitivamente o quanto amo isso tudo.

O ano era 2014. Eu e mais 4 amigos decidimos percorrer alguns países da América do Sul à bordo de uma Biz. Ao todo rodamos 2.100 quilômetros em apenas 5 dias, sendo que no primeiro dia dirigimos por mais de 15 horas seguidas. Quando ninguém acreditava que eu conseguiria fazer aquilo, permaneci convicta e determinada. Foi um grande desafio guiar a moto sozinha por todo o trajeto, mas todo o cansaço e a chuva que enfrentamos se tornaram combustível para me fazer seguir adiante e poder dizer de cabeça erguida que eu tive coragem de cair na estrada, mesmo quando muitos diziam que seria "impossível para uma garota".

Me considero uma pessoa determinada, forte e alto astral. Sempre espalhei sorrisos e abraços por onde passei. Cultivo as boas amizades e os bons momentos, pois sei que esses são os verdadeiros tesouros que podemos colecionar aqui na terra. Minha vontade de experimentar o novo só não é maior do que a fé que me guia. Espero poder viver o suficiente para observar o mais belo nascer do sol, a paisagem mais incrível e o céu mais azul. E quando isso acontecer eu estarei lá, com minha inseparável amiga câmera fotográfica, em busca da foto perfeita.

CRISTIANO MARTINS

Tenho 33 anos, nasci em Florianópolis no dia 21 de julho de 1986. Embora tenha nascido na ilha, me criei no continente, arrancando várias vezes as unhas dos pés jogando bola na rua com os amigos. Me mudei para o interior de Santa Catarina com 10 anos, e foi lá que descobri o verdadeiro significado da palavra liberdade. Jogar taco depois da escola, tomar banho de cachoeira, descer a correnteza do rio com boia de pneu de caminhão, roubar bergamota no terreno do Seu Bernardo e ficar até tarde na rua. Desde então sempre gostei de estar em contato com a natureza.

Sou um cara extrovertido, comunicativo, emotivo e pragmático. Prefiro horário de verão, praia e barulho de chuva para dormir. Canceriano birrento, de lua, vez ou outra pensativo demais. Roqueiro, baterista, skatista, boleiro de várzea, filé na brasa, cerveja gelada. Sem raça definida, vulgo jaguara. Amo cães desde sempre, tanto que às vezes acho que consigo entender eles melhor do que muita gente. Trabalho há dez anos com tecnologia da informação, tenho vários cursos na área e meu último emprego foi como professor de informática. Ano passado conclui minha tão sonhada faculdade.

Comecei a pegar gosto por aventuras em 2013, quando fiz minha primeira trilha ao lado de alguns amigos e minha pitbull chamada Daza. Foram mais de 4 horas de subida com uma mochila de 25kg nas costas debaixo de um sol de rachar a cabeça. Chegando no topo da montanha enfrentamos um vento que parecia que iria nos derrubar a cada passo e, para fechar com chave de ouro, naquela noite choveu tanto que eu juro por Deus que nunca senti tanto medo na vida. As varetas da barraca quebraram, havia água por toda parte, todas as minhas coisas ficaram molhadas, minha comida estragou e eu não dormi nada. Mas quer saber? Foi a experiência mais incrível que já tive até hoje. Aquilo tudo definitivamente mudou meu modo de encarar a vida, e desde então minha cabeça nunca mais parou de maquinar sobre qual será meu próximo desafio.

Meu sonho de conhecer o mundo sempre existiu, mas de uns tempos pra cá ele está maior a cada dia que passa, de forma a me deixar incomodado sempre que me pego fazendo algo que não gosto. Espero com essa expedição não só conhecer novos lugares, culturas e costumes, mas sim me conhecer de verdade e entender alguns dos meus porquês.

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